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Novo endereço

“Pode deixar que assim que eu for me mudar eu te aviso, viu?”

Assim escrito parece até amigável. Você tem que adicionar todo um tom de raiva e ressentimento na frase pra conseguir chegar na entonação correta que meu interlocutor, seu Neves, usou pra triturar a conversa comigo.

Isso porque ele é o ex-proprietário do apartamento que está no processo de se tornar propriedade minha. Sim, chega aquela hora que a gente não consegue mais escapar de encaretar, mesmo que seja um pouquinho. E passa a considerar algo normal entrar no batalhão que sonha com a casa própria. Ou apê próprio.

No meu caso o sonho se tornou realidade bem rápido, foram menos de dois meses entre resolver que comprar um apartamento era algo a se fazer e estar com o contrato de venda do apê assinado. O imóvel, um apartamento no centro de São Paulo, equilibrado na linha entre a área fina e cara demais e a área indigente, barata e infeliz. Perfeito.

Entre as negociações iniciais, assinaturas de contrato, gincanas de certidões e documentações e a conclusão da transação, eu liguei tantas vezes que ele não me suporta mais. Ele também não me suporta porque acabou não ficando feliz com o negócio, mas isso eu relato depois.

O resultado disso é que ele tem até o fim do mês pra liberar o apartamento. E eu esperei até ontem desde a última vez em que nos falamos, no fim de dezembro, pra ligar e tentar ter uma ideia de quando vou conseguir tomar posse. Ontem, tomei coragem, pus minha armadura e liguei pro seu Neves. E, resultado, descobri que ele não tem ou não quer dar previsão de saída.

Enquanto isso, corro atrás do financiamento da Caixa que há de ser meu companheiro fiel pelos pró os 15 anos. Vai ser dureza conseguir um relacionamento mais longo. Nesse momento, estou na fila pra destrinchar os trâmites da Caixa – já deu pra escrever tudo isso de post só na espera.

Muitas mais virão, com certeza. E com essa fase nova da vida, o blog também se muda para um endereço novo. Como toda casa de renome literário, a minha também vai ter nome próprio, inspirado pelo ponto de exclamação com o qual assino o nome desde os 15 anos. Aqui começa a construção da Exclamansão.

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